sexta-feira, 14 de março de 2008

...Mas o tempo, além de curar as feridas, mostrou-me algo curioso: é possível amar mais de uma pessoa durante a existência. Isso porém não me obriga a renunciar a tudo que vivi, desde que tome cuidado de jamais tentar comparar as experiências; não se pode medir o amor como medimos uma estrada ou a altura de um prédio.
O amor é sempre novo. Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - sempre estamos diante de uma situação que não conhecemos. O amor pode nos levar ao inferno ou ao paraíso, mas sempre nos leva a algum lugar. É preciso aceitá-lo, porque ele é o alimento de nossa existência. Se nos recusamos, morreremos de fome, vendo os galhos da árvore da vida carregado, sem coragem de estender a mão e colher os frutos. É preciso buscar o amor onde estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza.Porque, no momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro.E nos salva."

Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei, pg. 100 e 101.

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