sábado, 22 de dezembro de 2007

Antes do amanhecer...

Daydream, delusion.
Limousine, Eyelash
Oh, baby with your pretty face
Drop a tear in my wineglass
Look at those big eyes
See what you mean to me
Sweet cakes and milkshakes (:))
I am a delusioned angelI am a fantasy parade
I want you to know what I think
Don't want you to guess anymore
You have no idea where I came from
We have no idea where we're going
Launched in life
Like branches in the river
Flowing downstream
Caught in the current.
I'll carry you.
You'll carry me.
That's how it could be.
Don't you know me?
Don't you know me by now
____________
A citação sobre bolos doces e milk shakes...é pra quem vive o momento! :)

Metade


Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a pessoa que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a alguém inundado de sentimento

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

E que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso

E a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância

Porque metade de mim é a lembrança do que fui

E a outra metade não sei

Que não seja preciso mais que uma simples alegria

Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia

E a outra metade é a canção

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Sempre tive saudades do que não vivi.
Sempre pensei de maneira tão positiva, que me espanto com os jogos que minha cabeça e meu coração fazem para que eu sobreviva com alegria.
Uma vez me perguntaram se eu tinha esperança.
Respondi que se um dia fosse condenado à cadeira elétrica, tinha a certeza que faltaria luz para sempre.
Não sou um otimista desvairado, mas uso minha intuição para a resolução dos caminhos que tenho que escolher.
Deixo o tempo me ajudar, porque se não tenho a certeza na hora, ele vai me mandar um sopro para me indicar o que fazer.
Meus erros foram muitos. E talvez ainda sejam...mas não os mesmos...
Já achei que era para sempre, e na verdade era só o agora (o que também significava naquele momento que era para sempre).
Já cometi quase todos os 7 pecados capitais, e vários dos 10 mandamentos já infringi.
Se pudesse voltar no tempo, não consertaria nada, principalmente meus erros, porque foi com eles que aprendi a não cometer a mesma bobagem.
Não gostaria de viver de novo os prazeres, porque com o tempo eles ficam maiores, melhores do que talvez fossem.
É melhor deixá-los como saudade.
Mesmo hoje, sonho de olhos abertos e uso o presente como meta.
Meu objetivo é o presente, aquele que vivo e que irei viver.
Não o futuro, mas o hoje.
O privilégio de ter conhecido lugares e gente que nunca falei antes é tão precioso quanto os eternos amigos que sempre aqui estarão.
Cada vez mais vejo o quanto é importante dar realmente valor a cada respirada que damos.
Cada beijo que trocamos com quem amamos.
As fotos, filmes retratam um momento.
O registro das coisas é importante.
Nele estão cheiros, gostos, enfim, todos os sentidos.
Eles servem para que a memória não seja apenas individual, seja coletiva.
Os fatos históricos existem através da comprovação.
E a nossa comprovação individual está sempre nos registros e no coração...

Paixões...

Você já desejou alguém tão fortemente que abalou sua vida?
Já se apaixonou tão absurdamente que não pensava em nada mais, não tirava aquilo da cabeça, não conseguia visualizar um futuro, um presente, e vivia só do passado?
É incrível como a gente se mobiliza por uma paixão.
A paixão é o motor da vida. Nos apaixonamos muitas vezes, e cada vez é para sempre. Se a gente se decepciona, partimos para outra com um sorriso.Se a outra pessoa se decepciona, deixamos de ser o centro do universo para entrar numa escuridão que parece infinita.
Mas o bom é termos essa capacidade de regenerar partes do nosso corpo que foram decepadas. Parece que perdemos o coração para sempre, mas ele volta bombando.
Parece que nossa alma sumiu, mas ela se apresenta de novo com um novo suspiro.
Parece que nossa capacidade de amar se esgotou, mas o inesperado faz uma surpresa e lá estamos de novo, com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo por causa da paixão, sabemos que somos únicos.
É como uma impressão digital, única e intransferível.Somos únicos quando amamos. E cada pessoa que amamos, amamos de modos diferentes porque também somos imprevisíveis.
Não sermos redundantes no amor é nosso passaporte para a utopia da felicidade.
Que seja utopia, mas a perseguição dela é mais interessante que os amores estabelecidos como regras a serem cumpridas só porque cabem bem junto à sociedade.No amor, vale o risco, vale seguir o vento, o cheiro, o desejo.Se se arrepender de algo, não tenha vergonha de voltar atrás.
É melhor ser sincero e encarar o medo, do que viver sofrendo com algo que poderia fazer e não fez por vergonha.
O amor é sem vergonha.
Daqui um tempo mudo o texto... Rsrsrsrs

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Passagem


Fim de ano: eu eu me recuso a falar de virada de ano convencional, hora de festa ou reflexão, quando algumas pessoas vão à igreja, mas odeiam meio mundo, pedem perdão e fazem maldade, abraçam a família da qual preferia fugir...blá, blá...

Nem vou falar dos escravos do consumismo, que se endividam em dez prestações pra dar presentes impossíveis a pessoas nem sempre amadas, ou cujo amor tem que ser comprado.

Não falarei do começo de ano amargo dos que dizem que pra eles essas datas não existem: espalham o negativismo da sua decepção com a raça humana, que na verdade, nem é tão grande coisa, portanto, não se deveria esperar que fosse.

Falo de um começo de ano distante dos natais de religiosidade fingida, amor com hora marcada, presentes supérfluos adquiridos com sacrifício.

Falo de confraternização, abraço sincero, acolhimento da famíla, que respeita a gente, mesmo quando não entende...rs

Falo de uma tentativa real de recomeçar, até onde é possível, com as pessoas que nos interessam, independente de status, grana, importância e possível utilidade...pr uma chance pro outro, é uma chance pra si mesmo...

Falo de uma entrada de ano com uma faxina na casa e na alma...jogando fora tudo que não serve mais (roupas, livros, móveis, gente...); Sem mau humor, pressão ou formalidade.

Começar, não com planos mirabolantes que não se podem cumprir, mas inventando novos modos de querer bem, sobretudo, a si mesmo. Sem isso, não tem como gostar dos outros de verdade.

Sem culpar a vida, o chefe, a família, o outro ou o destino pelas coisas que não dão certo...

Algumas pessoas saem da manada e se propõem, a cada passagem de ano, refletir sobre a sua vida mais vezes, não só numa data especial. Independente de crença, ideologia ou vivências, às vezes, uma data marcada pode nos empurrar para menos arrogância, menos futilidade e mais humanidade.


Lia Luft (com algumas adaptações.. :)P